Se você está procurando um bar diferente no centro de Florianópolis, o Luz Instalação Bar é um daqueles lugares que não se explicam só pela descrição. É um espaço que funciona melhor na experiência.
Localizado no Centro Leste de Florianópolis (Rua Antônio Nico Luz, 211), o Luz combina coquetelaria, cerveja artesanal, música com DJs e exposições de artistas locais em um ambiente pequeno, mas com identidade muito clara.
Um bar cultural no coração de Floripa
O Luz vai além da ideia de bar tradicional. Funciona como um bar cultural em Florianópolis, onde diferentes linguagens convivem no mesmo espaço.
As paredes recebem exposições contínuas de artistas locais e regionais, enquanto a trilha sonora é conduzida por DJs com uma curadoria consistente. Não é música de fundo, é parte da construção da noite.
O resultado é um ambiente democrático, com gente de diferentes perfis, sem uma estética forçada.
Coquetelaria autoral com identidade
A carta reforça bem essa proposta. O foco está na coquetelaria autoral, com drinks que exploram equilíbrio, textura e combinações menos óbvias.
Alguns exemplos mostram bem esse caminho. O Findapicada trabalha um perfil cítrico e floral com especiarias, usando hidromel, hibisco e canela. Já o Carmim puxa para o amargo e frutado, com jaboticaba, Cynar e vermute, além de passar por clarificação, o que muda completamente a textura do drink.
O Textura Mate segue outra linha, trazendo whisky combinado com chá mate, abacaxi e limão, quebrando a expectativa de um drink mais pesado. E o Alvorada equilibra cítrico, picante e um leve toque salgado com pimenta biquinho e shrub de morango.
Não são drinks feitos só para chamar atenção visual. Existe construção de sabor.
Clássicos, cerveja e outras opções
Apesar da identidade autoral, o Luz não limita a experiência.
A casa também trabalha com drinks clássicos bem executados, como Negroni, Fitzgerald, Moscow Mule e Penicillin, o que abre espaço para quem prefere referências mais conhecidas.
Além disso, o cardápio inclui opções sem álcool, cervejas long neck e uma torneira com cerveja artesanal local, mantendo conexão com quem também busca cerveja em Florianópolis.
Música que define o ambiente
Se existe um elemento que amarra tudo isso, é a música.
O Luz aposta em DJs e sets que fogem do óbvio, muitas vezes com vinil, criando uma identidade sonora própria. Cada noite tem um clima diferente, mas existe uma coerência na curadoria.
A música não está ali só para preencher espaço. Ela define o ritmo da experiência.
Vale a pena conhecer?
Sim, principalmente se você busca:
um bar no centro de Florianópolis com música boa
drinks autorais em Floripa
um espaço com arte e programação cultural
um ambiente menor, mas com personalidade
O Luz não tenta agradar todo mundo. E justamente por isso funciona.
Serviço
Luz Instalação Bar ? Rua Antônio Nico Luz, 211 – Centro Leste, Florianópolis – SC Instagram
Este post é para todas as pessoas que apreciam uma boa cerveja! Pensando em proporcionar uma experiência única aos amantes da cerveja artesanal, montei um guia completo dos melhores bares em Florianópolis, divididos por regiões. Prepare-se para explorar a vibrante cena cervejeira da ilha, onde cada gole conta uma história única.
CENTRO
UNIKA BAR
Unika Beira-Mar
O bar da Cervejaria Unika, localizado no terraço do Shopping Beira-Mar, oferece uma vista privilegiada. Foi projetado como sendo uma extensão da fábrica em Rancho Queimado, SC. O ambiente é estrategicamente voltado “de costas” para o shopping, proporcionando uma perspectiva distinta, o que não dá a impressão de estar em um Shopping Center. A maioria das torneiras são dedicadas às cervejas da casa.
O Entreposto Spot é uma tap house do centro da cidade e fica bem pertinho da Avenida Beira Mar. O bar tem uma proposta simples: oferecer boas cervejas a um preço justo em um ambiente descontraído. O Entreposto Spot fica dentro da galeria Iguarias Conceito.
Endereço R. Esteves Júnior, 734 – Centro, Florianópolis – SC
ARMADA CERVEJEIRA
Armada Cervejeira (Foto: Instagram)
A Armada Cervejeira é uma referência entre os apreciadores de cerveja em Florianópolis. Embora a fábrica esteja localizada no continente, seus bares estão estrategicamente distribuídos pela ilha. Um deles na região central, próximo à Avenida Hercílio Luz, compartilhando espaço com a Pizzaria Spitfire. São 20 torneiras oferecendo uma seleção de cervejas próprias e ocasionalmente algumas convidadas. Ah, e a água é cortesia da casa.
O Bar da Augusta fica no baixo centro em Florianópolis, em uma das regiões mais boêmias da cidade. Constantemente organizam eventos e encontros, além de promoverem arte e cultura, ocupando a frente do bar. Com uma excelente seleção de cervejas e um menu repleto de opções deliciosas, é um destino que vale a pena conhecer.
O bar da Cervejaria Eden, no centro de Florianópolis, oferece exclusivamente as cervejas produzidas por esta cervejaria de Maringá, PR. O espaço é pequeno e muitos pegam a cerveja ali e saem para beber fora, na calçada, ou caminhando pelo centro. Estão sempre fazendo promoções, principalmente com o Chope Pilsen.
Endereço R. Nunes Machado, 108 – Centro, Florianópolis – SC
A FÁBRICA WORKING BAR
A Fábrica Working Bar (Foto: Instagram)
A Fábrica Working Bar é um bar/café com várias torneiras rotativas com cervejas artesanais e todas no sitema de auto serviço. Você pega seu cartão, seu copo e vai servindo o quanto quiser de cada cerveja. O valor vai sendo colocado no seu cartão e você paga tudo no final. Assim consegue provar um pouco de cada cerveja, sem precisar emcher o copo.
A cervejaria KillBrew montou seu taproom dentro do Armazém Rita Maria, um ponto de encontro, gastronomia, cultura, história e lazer no centro da cidade em um edificio de 1896 que foi completamente restaurado.
Assim como a KillBrew, a também opera como um Taproom no Armazém Rita Maria. Com diversas torneiras, a seleção de cervejas abrange diversas marcas, destacando-se principalmente as locais e regionais.
O Beer Boss é o único bar especializado em cervejas artesanais localizado no Mercado Público de Florianópolis. Além das cervejas, o local oferece opções para acompanhar, como frutos do mar, diversos tipos de petiscos e hambúrgueres.
Endereço
Largo da Alfândega – Centro, Florianópolis – SC
BUGIO BAR
Bugio Centro (Foto: Instagram)
O Bugio tem agitado o centro de Florianópolis, atraindo dezenas a centenas de pessoas para a rua em frente ao bar, com programação musical que inclui samba, chorinho e diversos eventos culturais. Localizado nas proximidades da Eden Beer, o Bugio também oferece cervejas próprias.
Endereço
R. Victor Meirelles, 112 – Centro, Florianópolis – SC
Pronto, agora você está preparado para fazer seu Tour Cervejeiro pelos bares do centro de Florianópolis!
Você conhece algum bar do centro de Floripa que ficou de fora e merece estar aqui? Compartilhe nos comentários!
Depois de conhecer os bares na região central de Florianópolis, vamos agora para os bairros Santa Mônica e Lagoa da Conceição.
Este post é para todas as pessoas que apreciam uma boa cerveja! Pensando em proporcionar uma experiência única aos amantes da cerveja artesanal, montei um guia completo dos melhores bares em Florianópolis, divididos por regiões. Prepare-se para explorar a vibrante cena cervejeira da ilha, onde cada gole conta uma história única.
SANTA MÔNICA
ARMADA CERVEJEIRA
Armada Cervejeira (Foto: Instagram)
O bar da Armada Cervejeira está localizado próximo a vários outros bares e restaurantes. Está sempre movimentado e é um ótimo lugar para reunir os amigos e desfrutar de algumas cervejas. São 20 torneiras, proporcionando uma ampla variedade de opções para que você possa provar diferentes estilos. O bar compartilha o espaço com a Spitfire Pizzaria.
Endereço:
R. Jonas Alves Messina, 94 – Santa Monica, Florianópolis – SC
NEFASTA CERVEJARIA
Nefasta (Foto: Instagram)
O bar da Nefasta Cervejaria no bairro Santa Mônica é um excelente lugar para relaxar e apreciar boas cervejas. Possui três ambientes: dentro do bar, no deque e na calçada da parte da frente, além de um novo espaço nos fundos com serviço de autoatendimento, um bar de drinks e duas operações de food trucks.
Endereço:
Av. Me. Benvenuta, 1093 – Santa Monica, Florianópolis – SC
BAR DAS FÁBRICAS
Bar das Fábricas (Foto: Instagram)
O Bar das Fábricas recebe esse nome por ser o estabelecimento conjunto de duas cervejarias, a Weinmann e a Cervejaria da Ilha. Está localizado no espaço gastronômico Aldo Kuerten. O ambiente é compartilhado com outros restaurantes, permitindo aos clientes a opção de escolher entre diferentes opções de pretos enquanto desfrutam das cervejas oferecidas pelo Bar das Fábricas.
Endereço:
Av. Me. Benvenuta, 1168 – Santa Monica, Florianópolis – SC
Mr. HOPPY
Mr. Hoppy (Foto: Instagram)
O Mr. Hoppy do Santa Mônica faz parte da franquia de bares Mr. Hoppy. O foco são cervejas e hamúrgueres a preços atrativos.
Endereço:
Av. Me. Benvenuta, 1037 – Santa Monica, Florianópolis – SC
LAGOA DA CONCEIÇÃO
RUFUS BAR
Rufus Bar (Foto: Instagram)
O Rufus é o bar da Cervejaria da Lagoa e está localizado em um dos bairros mais conhecidos da ilha, a Lagoa da Conceição. Nos últimos anos, o bar passou por uma expansão e foi construído um deck na parte da frente, onde muitas pessoas geralmente optam por ficar. Há várias opções disponíveis nas torneiras, todas com um ótimo custo-benefício.
Endereço:
R. Manoel Isidoro da Silveira, 655 – Lagoa da Conceição, Florianópolis – SC
LIFFEY LAGOA
Liffey (Foto: Instagram)
O Liffey é o taproom da Cervejaria Liffey, localizado no Quintal Lagoa, um espaço gastronômico que abriga uma pizzaria e um bar de drinks. O local é excelente e extremamente agradável. As cervejas oferecidas são ótimas, com uma ampla variedade de estilos.
Endereço:
R. Manoel Severino de Oliveira, 606 – Lagoa da Conceição, Florianópolis – SC
O ARAÇÁ BOTEQUIM
O Araçá Botequim (Foto: Instagram)
O Araçá Botequim é um estabelecimento voltado para os amantes da música popular brasileira, frequentemente realizando shows ao vivo. O bar foca nas cervejas regionais, incluindo algumas torneiras fixas da cervejaria Unika.
Endereço:
R. Manoel Severino de Oliveira, 19 – Lagoa da Conceição, Florianópolis – SC
PARK LAYBACK
Park Layback (Foto: Instagram)
O Park Layback está localizado no centrinho da Lagoa da Conceição. É um espaço que abriga diversas opções de restaurantes, com destaque para o taproom que oferece cervejas da Layback, marca associada ao skatista Pedro Barros. Nos fundos do espaço, montaram uma pista de skate.
Endereço:
R. Henrique Vera do Nascimento, 190 – Lagoa da Conceição, Florianópolis – SC
Faltou algum bar nesses dois bairros? Escreva aqui nos comentários. Aproveite e veja também mais bares em outros bairros de Florianópolis clicando nos links abaixo.
Assim como o Youtube é a nova televisão para as gerações mais recentes, o podcast segue o mesmo caminho substituindo o rádio. Ouvir os programas que eu quero e na hora que bem entender faz todo o sentido pra mim. No meu agregador de podcasts tenho programas com os mais variados temas. Tem nerdices, programas de história, debates políticos, programas jornalísticos, filosofia, gastronomia, cafés, viagens e é claro, cervejas.
Atualmente eu ouço mais podcasts do que música. Tomando meu café da manhã: Podcast. Tomando sol na varanda: Podcast. Trabalhando: Podcast. Nesse exato momento em que estou escrevendo esse post: Podcast. E assim vou navegando por diversos temas, me divertindo e aprendendo sobre vários assuntos. Mas como aqui o tema principal é a cerveja, fica aí uma seleção com 6 podcasts de cerveja artesanal para você começar a ouvir agora.
BEERCAST
“O Podcast onde a cerveja é o tema principal”
Esse é o jargão de início dos programas do Beercast que já está no ar há bastante tempo. Desde maio de 2013, para ser mais exato, o Beercast abrange temas gerais que envolvem a cerveja artesanal. História, cultura cervejeira, entrevista com pessoas importantes do mercado, degustação de cervejas, entre outros temas, é o que você vai encontrar nos episódios semanais do BeerCast. Eu diria que é o podcast cervejeiro brasileiro mais conhecido entre todos que existem hoje.
Minha participação no BeerCast
Eu já participei do programa quando eles me entrevistaram em São Paulo pra eu falar da viagem que vinha fazendo pelo Brasil em buscas de bares cervejeiros. Se quiser escutar clique aqui.
Para ouvir os demais episódios, clique aqui e divirta-se.
RADIOFOBEER
O Radiofobeer é o mais novo no meu agregador de podcasts. Criação do Leo Lopes, do famoso podcast Radiofobia, junto com a galera da cervejaria Juan Caloto, o Radiofobeer abrange assuntos gerais como eventos, criação de rótulos, mercado cervejeiro, entre vários outros temas e sempre com um convidado especial que tem alguma ligação com cerveja artesanal.
O Insanniscast é um projeto recente do pessoal da cervejaria Stannis de Santa Catarina. Apesar de ser uma cervejaria, os episódios não falam necessariamente sobre cervejas, mesmo ela estando sempre relacionada de alguma forma com o assunto. Tem episódios sobre negócios, saúde, entrevista com bandas entre outros tantos temas, incluindo viagens quando me entrevistaram pra falar sobre como era viver viajando atrás de cervejas.
Escute o episódio com minha participação aqui e os demais episódios aqui.
DE PAPO COM A VÉIA
O De Papo com a Véia é um dos podcasts que tenho mais escutado. Criado pelo Junior Bottura da cervejaria Avós, de São Paulo, o podcast é um programa de entrevistas com personalidades do mundo cervejeiro. São conversas enriquecedoras e cheias de histórias. Em cada episódio os convidados são instigados a contar causos da infância, da relação deles com seus avós e assim a conversa vai fluindo até chegar no ponto em que a pessoa conta como entrou no mundo cervejeiro.
O que eu gosto no De Papo com a Véia é que ele humaniza, de uma forma bem tranquila e descontraída, os profissionais do meio cervejeiro.
Esse é um podcast voltado pra a galera que faz cerveja e quer ir mais fundo no estudo das técnicas de produção e na execução dos mais variados estilos cervejeiros. Os programas são quinzenais e recheados de bom humor.
Clique aqui para escutar os episódios e se você ainda não faz cerveja, quem sabe não se interessa e começa a produzir depois de ouvir esse podcast.
BREW STRONG
Continuando no tema técnicas de produção, aqui temos um ícone do mercado de cervejas caseira dos Estados Unidos. Estamos falando do John Palmer, autor da “bíblia” de todo cervejeiro caseiro, o How To Brew, e membro ativo da comunidade de cervejeiros caseiros no país. Obviamente os episódios são em inglês, então neste caso é bom você ter algum domínio do idioma para ouvir.
Clique aqui para acessar a lista de episódios do Brew Strong.
E essas foram as seis indicações de podcasts cervejeiros.
Aproveite e assista o vídeo que gravei falando sobre alguns Podcasts que citei nesse artigo.
O mercado cervejeiro nacional mudou muito nos últimos 10 anos, e pra melhor. Hoje o registro (fábricas legalizadas) de cervejarias no MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) já passam de mil. E pensar que quando eu comecei a trabalhar nesse meio esse número não chegava nem a 200. Olha que avanço incrível. E por isso hoje é muito fácil montar uma bela seleção só com cervejas nacionais e sem repetir o estilo. E não estou falando de quaisquer cervejas, não. Muitas dessas cervejarias são premiadas e reconhecidas nacional e internacionalmente. Um orgulho danado.
A convite do site mybest Brasil, montei uma seleção com 10cervejas nacionais que você consegue encontrar em lojas físicas, bares e à venda em lojas online em que entregam para todo o Brasil. Dá uma olhada clicando aqui.
A Netflix lançou recentemente uma série para o mercado cervejeiro chamada Brews Brothers (Irmãos Cervejeiros). Mas aí você me pergunta:
Vale a pena assistir Irmãos Cervejeiros da Netflix?
Tudo depende das suas expectativas. Assim que eu vi o trailer já baixei bastante as minhas. Isso por que o trailer mostra que a série é aquele tipo forçado de comédia que pretende ser engraçada mas que passa dos limites em vários momentos.
Mas ao mesmo tempo eu vi que tinha umas tiradas, umas piadas, bem pra galera cervejeira e por isso resolvi assistir todos os episódios.
Sinopse
A série conta a história de dois irmãos cervejeiros que não se dão nada bem. Um deles é o Will (Alan Aisenberg), o mais gente boa, hospitaleiro, que toca a cervejaria e o brewpub sem nenhum critério e que justamente por isso não anda nada bem financeiramente. O outro irmão é o Adam (Mike Castle), uma espécie de beer nerd muito chato que vem pedir abrigo para o seu irmão Will e se propõe a ajudá-lo a reerguer a cervejaria.
Adam, Will e Sarah
O problema é que eles não se entendem, e enquanto o Will tenta ser o cara legal, tentando explicar, por exemplo, pra alguns clientes perdidos que ali não tem cerveja Bud light ou cervejas mainstream, o Adam já chega com o pé no peito mandando a galera embora, e que se eles quiserem cerveja ruim é melhor irem pra outro lugar.
Adam e Will
Junto com eles, entram em cena mais dois personagens fazendo papel de funcionários da cervejaria. O Chuy (Marques Ray), que carrega todo o esteriótipo do trabalhador latino nos Estados Unidos e faz um papel de que não tá nem aí pra nada, e a Sarah (Carmen Flood) que teoricamente é a mais sensata de todos eles, mas que ao longo da série vai mostrando alguns problemas pessoais.
A cervejaria e o brewpub ficam num barracão em um bairro na cidade de Los Angeles, na Califórnia, e no decorrer da série eles tentam mostrar, em meio às loucuras que vão acontecendo, as dificuldades do setor. Como por exemplo convencer um distribuidor de cervejas a vender as cervejas deles (nos Estados Unidos a venda de cervejas é diferente daqui no Brasil e as cervejarias não podem vender direto para os pontos de venda).
Eles também tentar fazer campanhas de venda de growler, no take away, mas que sempre dá errado por causa do jeito como eles comunicam as campanhas. Entre outras coisas, mas na boa, esse nem é o foco da série.
A ideia mesmo é ser uma série de comédia, só que como eu disse antes, meio forçada.
Mas e então, vale a pena maratonar Brews Brothers?
Eu acho que vale, até porque a gente tá com tempo e vez ou outra, se você não for com sede ao pote e cheio de expectativas, pode ser que a série tire umas risadas de você. Se você é do meio cervejeiro então, vai se divertir porque certamente vão rolar momentos de identificação.
Em várias cenas eu confesso que me irritei bastante com alguns personagens e achava tudo muito forçado, com piadas machistas e um tanto desconcertantes, mas como eu disse antes, a ideia é não criar expectativas e assistir a série como quem assiste um filme da sessão da tarde apenas pra passar o tempo e dar umas risadas.
Mas ao mesmo tempo a gente, que trabalha com cerveja artesanal, fica mais uma vez sem uma produção à altura, de qualidade, como gostaríamos de ter, para nos sentirmos mais representados. Quem sabe no futuro não seja feita uma série à altura tendo como fundo o cenário cervejeiro.
Essa primeira temporada tá na Netflix e tem 8 episódios de no máximo 30 minutos cada um. Ou seja, é bem tranquilo pra acompanhar, e no final dá a entender que vai rolar uma segunda temporada.
Bom, eu vou parar por aqui pra não dar nenhum spoiler. No vídeo abaixo eu mostro algumas cenas da série. Aproveite e se inscreva lá no meu canal no Youtube.
Agora abra sua cerveja e coloque no primeiro episódio de irmãos cervejeiros para tirar suas próprias conclusões. E depois de assistir, vem aqui nos comentários me dizer o que achou.
A cerveja surgiu há milhares de anos e sempre esteve presente nas mais diversas, corriqueiras e inusitadas situações. Nesse tempo todo ela foi protagonista de muitas histórias em todas as partes do mundo. Daria uma enciclopédia se fôssemos citar todas, por isso me contive em apresentar 7 Fatos Curiosos na História da Cerveja.
Vamos a eles!
Sabia que o Livro de Recordes Guinness Book foi uma ideia pra promover a marca da icônica Cervejaria Irlandesa Guinness?
Cerveja Guinness
Pois é, a ideia surgiu no início da década de 50, quando o Sir Hugh Beaver, o então diretor administrativo da cervejaria, participava de uma festa de tiro.
Enquanto estava ali, tomando uns pints de Guinness, bem tranquilo e batendo um papo com seus anfitriões, surgiu a dúvida de qual seria a ave de caça mais rápida da Europa.
A partir dessa dúvida ele teve a brilhante ideia de criar um livro que resolvia várias das dúvidas e questões sem muita importância que surgem nos bares, no caso da Irlanda, nos pubs. Pra executar essa tarefa, ele convidou os irmãos gêmeos Norris e Ross McWhirter, investigadores de fatos. Mal sabiam eles que entrariam pra história criando um dos livros que se tornou o maior best seller de todos os tempos.
Irmãos McWhirters
A grande inundação de cerveja
Cervejaria Meux’s Horse Shoe
O ano era 1814 em Londres, na Inglaterra. A cervejaria Meux’s Horse Shoe havia construído tonéis gigantes de cerveja que abrigavam suas Porters. Por mais impressionantes que fossem, eles eram feitos de madeira, e madeira, meus amigos, tem seus limites. Foi então que no dia 17 outubro de 1814 um desses tonéis estourou causando uma tragédia na cidade.
A cerveja arrebentou as paredes da cervejaria e avançou sobre as ruas do bairro, demoliu alguns prédios próximos e matou 8 pessoas. A maioria, senão todos, dos que morreram eram pobres imigrantes irlandeses que moravam em cortiços na região. Foi um verdadeiro tsunami de cerveja preta.
As mulheres que produziam cervejas
Mulheres Cervejeiras
Na idade média a produção de cerveja era uma atividade quase que exclusivamente feminina. As mulheres produziam cerveja tanto para o consumo em casa, afinal cerveja sempre foi considerado um alimento, mas muitas fabricavam para vender em pequena escala nas suas pequenas tavernas. Na Inglaterra, essas mulheres eram conhecidas como Alewifes.
Acontece que essas mulheres começaram a garantir sua independência financeira e isso irritava os homens da época que tinham ciúmes do sucesso que o comércio delas vinham fazendo e com isso criaram algumas leis pra restringir esses negócios. Com o passar dos anos, os homens tiraram das mulheres esse posto e assumiram (ou seria roubaram) essa prática pra eles. Infelizmente eu diria que hoje não é muito diferente, não.
A verdadeira mãe das cervejas tipo Pilsen
Pilsner Urquell
O estilo de cerveja mais conhecido no mundo hoje é o que chamamos de tipo Pilsen. Mas a verdadeira Pilsen não tem nada a ver com essas cervejas da grande indústria que a gente encontra no supermercado e nos botequins da vida.
Uma das primeiras pilsens do mundo foi fabricada em 1842 na cidade de Plzen na República Tcheca pelo cervejeiro alemão, Josef Groll. Isso mesmo, Pilsen é o nome da cidade e por isso leva o nome ao estilo.
A cerveja é a Pilsner Urquell. Urquell significa “a fonte original” e o sufixo ER no final do nome Pilsener quer dizer “proveniente de“, ou seja, Cerveja Proveniente da cidade de Pilsen.
A cervejaria funciona até hoje e é possível visitar a fábrica e conhecer como ela era feita antigamente. A cidade fica a 90mk de Praga e dá pra ir em trem. Vale muito a pena.
Leis bizarras envolvendo o mercado de cervejas
Reinheitsgebot: Lei da Pureza da Cerveja
No decorrer da história existiram várias leis e decretos com penas bizarríssimas, como por exemplo em 1272, em uma cidade francesa, os cervejeiros que não pagassem devidamente seus impostos, tinham a mão direita decepada e eram banidos da cidade.
Um outro decreto bem curioso, da cidade de Danzig, na Alemanha, dizia o seguinte: “Aquele que fabricar cerveja ruim será jogado no depósito de esterco da cidade.”
Que loucura, heim. Imagina esses decretos valendo hoje em dia! Tenho certeza que a gente veria bem menos cervejarias e cervejeiros andando por aí.
Mas foi em 1516 que o Duque Guilherme IV decretou a famosa Reinheitsgebot, também conhecida como Lei da Pureza. Essa lei dizia que as cervejas só poderiam ser produzidas usando três ingredientes: água, malte de cevada e lúpulo. Mais tarde foi incluído o trigo e depois a levedura. Esse foi, de certa forma, o início da fabricação moderna da cerveja alemã.
A cervejaria da Universidade de Harvard
Universidade de Harvard
A conceitua Universidade de Harvard, fundada em 1636 nos Estados Unidos, produzia cerveja pros seus alunos desde 1639, ou seja, 3 anos após sua fundação. Dizem que o primeiro presidente de Harvard foi destituído do cargo porque não provia cerveja suficiente pros alunos. Imagina se essa moda volta? Eu acho que também voltaria pra universidade.
E por volta de 1674 construíram a primeira cervejaria da própria universidade. Alguns alunos chegaram até a pagar as despesas do alojamento com malte de cevada.
Olha que coisa maravilhosa. Você estuda e recebe cerveja como um incentivo. Você mora no alojamento da universidade e paga com malte de cevada.
O Michael Jackson cervejeiro
Você sabia que o Michael Jackson era especialista em cervejas e foi uma das grandes autoridades nesse assunto no mundo inteiro? Pois é meus caros, mas o Michael Jackson que eu estou falando não é o rei do Pop não. O Michael Jackson cervejeiro foi um escritor e jornalista inglês e autor de vários livros que influenciaram o mundo cervejeiro como conhecemos atualmente.
Michael Jackson, The Beer Hunter
Além de escrever de uma maneira descomplicada sobre cervejas e whisky, o Michael Jackson, nosso Papa da Cerveja, também era conhecido como Beer Hunter, o Caçador de Cerveja. Isso porque ele estreou um programa na Discovery Channel em 1989 chamado The Beer Hunter onde ele viajava o mundo, apresentando a cultura cervejeira de vários países que são referência na produção de cervejas, tais como Bélgica, Alemanha, República Tcheca, Estados Unidos e Inglaterra. Clique aqui pra assistir os seis episódios legendados. São verdadeiras aulas sobre o universo da cerveja artesanal.
E esses foram os 7 Fatos Curiosos na história da cerveja. Se você conhece algum outro fato curioso ou quer que eu faça um vídeo me aprofundando em algum desses temas, escreve aqui nos comentários.
Aproveite e assista o vídeo abaixo sobre este tema.
A cervejaria Fuller’s é um ícone na Inglaterra e hoje vamos conhecer a sua história e como tudo começou.
Fuller Smith and Turner é como hoje eles são conhecidos. O nome remete a três famílias, os Fullers, os Smiths e os Turners, que em 1845 assinaram os documentos formalizando a sociedade da cervejaria e dos pubs que eles possuíam. Antigamente era muito comum as grandes famílias produzirem suas próprias cervejas e investirem suas fortunas em redes de bares e pubs.
A Fuller’s tem base em Chiswick, que fica na parte Oeste de Londres. Essa região tem um histórico de produção de cerveja há mais de trezentos e cinquenta anos.
Por volta de 1600 havia uma cervejaria particular instalada nos jardins da Bedford House. Uma outra cervejaria, bem mais humilde, operava por ali também na casa de Thomas Urlin. Quando Urlin morreu, a propriedade passou pra sua mulher e pro seu genro, um cara chamado Thomas Mawson. Foi ele que começou a transformar o negócio em uma grande empresa cervejeira.
Mas como foi isso? Bom, ele comprou um pub chamado The George Public House. Comprou também duas casas adjacentes a esse PUB e depois comprou a cervejaria que ficava na Bedford House, aquela que eu citei um pouco antes.
Com o passar dos anos a empresa passou a ser de dois outros caras, John Thompson e David Robert. Mas por uma série de brigas e disputas legais, eles se separaram e em 1786 Robert deixou a sociedade. O Thompson então continuou a tocar o negócio sozinho.
O Grifo
Com o tempo a cervejaria passou pros seus filhos, Douglas e Henry Thompson. Foi sob administração deles que em 1816 a cervejaria começou a ser chamada de Griffin Brewery e adicionaram o Grifo como símbolo da cervejaria. O grifo é aquela espécie de águia com corpo de leão que até hoje a gente vê nos rótulos da Fuller’s e é símbolo dos pubs da marca. Inclusive eles mantêm até hoje impresso nos rótulos o brasão com o nome Griffin Brewery.
O Grifo
A chegada de John Fuller
Com o tempo, e por conta de más decisões administrativas, os irmãos Thompson se viram à beira da falência e foram buscar investimento. É nesse momento que John Fuller entra na história. John Fuller era um milionário inglês e decidiu embarcar nessa, principalmente pelo seu filho, John Bird Fuller. Com o tempo, ele comprou uma das partes de um dos irmãos Thompsons e depois de alguns anos virou acionista majoritário da cervejaria e dos seus bares associados. Inclusive alguns desses bares funcionam até hoje.
Em 1839, John Fuller morre e o controle passa pro seu filho, o John Bird Fuller. Sem perder muito tempo, John Bird Fuller corta laços com os Thompsons e assume o controle sozinho da empresa. E foi em 1845 que ele procurou mais investidores, e é aí que Henry Smith e John Turner entram na história, ou melhor, entram pra história. Surgiu então a Fuller, Smith & Turner, a empresa que comandaria a Griffin Brewery e todos os bares e pubs associados.
As cervejas
Foi a partir desse momento que eles começaram a criar novas cervejas e, com o passar dos anos, algumas delas foram se imortalizando e estão aí até hoje. A primeira foi a Chiswick Bitter, no ano de 1930. Nos anos 50 criaram a London Pride, o orgulho londrino e a queridinha da cervejaria. Ela virou um clássico e passou a ser o carro chefe deles.
Fuller’s Chiswick BitterFuller’s London Pride
E em 1960 surgiu a icônica ESB. Extra Special Bitter, um pouco mais amarga e mais alcoólica que seu carro chefe, a London Pride. A ESB fez tanto sucesso e ganhou tantos prêmios que começou a ser copiada em cervejarias por todo o mundo.
Fuller’s ESB
Outra cerveja da Fullers, a 1845, foi criada para o aniversário de 150 anos da cervejaria. O nome como você já deve ter percebido é a data oficial de fundação da cervejaria.
Fuller’s 1845
Em abril de 2019 a Fuller, Smith & Turner foi vendida por 250 milhões de libras para a Asahi Europe, um outro grupo empresarial que possui várias cervejarias em seu portfólio.
Cheers!
Assista abaixo o vídeo que fiz contando a história da cervejaria.
Hmm… O Malte Pilsen permite uma saborosa cerveja artesanal tão conhecida pelos paladares mais exigentes, e que, realmente apreciam! http://bit.ly/1NAIs9Q
Eu me lembro de quando eu trabalhava na primeira loja do Mestre-Cervejeiro.com em Curitiba e entrou um cara todo tímido, meio ressabiado. Ele olhou pra mim e disse.
“Cara, eu tenho a doença celíaca há 20 anos, eu sempre amei cerveja, mas faz 20 anos que eu não bebo, e eu fiquei sabendo que vocês têm aqui na loja. É verdade?”
Para a sorte dele, era verdade. Eu vendi a cerveja pra esse senhor com a maior alegria e satisfação da minha vida. Não sei se ele gostou da cerveja, mas fiquei imaginando ele abrindo uma cerveja pra tomar depois de 20 anos resistindo à tentação. Deve ter sido maravilhoso.
Cervejaria Al Capone
Bom, já viu que o assunto aqui é cerveja sem glúten.
Com certeza você tem algum amigo que tá fazendo ou já fez alguma dieta com restrições ao glúten ou conhece pessoas que são intolerantes ao glúten.
Mas afinal, o que é glúten?
Glúten é um complexo de proteínas encontrado nos cereais mais comuns como o trigo, a cevada e o centeio.
Se você entrou na onda de fazer pão nessa quarentena deve saber que o glutén é bastante importante pra dar aquela elasticidade na massa conferindo estrutura e belos alvéolos no seu pão.
Pão de Fermentação Natural
Além dos pães, você também sabe que cerveja é feita basicamente de malte de cevada, outras contêm trigo, e algumas também tem centeio. Ou seja, uma pessoa com a doença celíaca, infelizmente, não pode tomar cerveja.
Quer dizer, não podia, porque agora a gente encontra várias opções de cervejas sem gluten no mercado brasileiro.
Eu pesquisei um pouco sobre o assunto e descobri que existem duas maneiras de produzir uma cerveja sem glúten, ou com glúten reduzido.
A primeira delas é substituir o malte de cevada ou malte de trigo por um outro cereal que não contenha glúten, como por exemplo o sorgo.
Plantação de Sorgo
E não é só isso, a produção deve ser feita em equipamentos que nunca tiveram contato com glúten anteriormente porque senão corre o risco de contaminação.
Nesse caso a cerveja será 100% sem glúten, mas com certeza vai ter um sabor diferente do qual a gente tá acostumado.
A segunda opção, e muito mais utilizada pela indústria brasileira, é usar uma enzina que “quebre” a proteína do glúten diminuindo consideravelmente a sua porcentagem no produto final.
A legislação brasileira diz que para chamar de Cerveja sem Glúten ela deve ter no máximo 20ppm de glúten, ou seja, 20 partículas por milhão de glúten na cerveja.
Mas e o sabor?
Eu provei poucas cervejas sem glúten, algumas nacionais e uma ou outra importada e posso dizer que me surpreendi com as cervejas.
Cervejaria Farrapos
Infelizmente nenhuma dessas era 100% glutén free, mas sim com uma quantidade mínimo para ser considerada sem glútem.
Praticamente todas elas, se eu não soubesse que é sem glúten eu não teria como dizer.
Marcas Nacionais
Das marcas nacionais que eu provei, vou dar destaque pra duas: A Farrapos e a Al Capone, curiosamente ambas do Rio Grande do Sul. Mas além delas também temos a Lake Side, a Capitu, a Cervejaria Livre, a Tássila e a Fred Bier.
Marcas de Cervejas sem Glúten
Onde comprar? Tem vários e-commerces hoje que entregam em todo Brasil. É só jogar no Google que aparecem alguns. Você também encontra em lojas de cervejas especializadas.
Se você tem mais informações sobre esse tema, ou conhece outras marcas de cervejarias que também produzem cervejas sem glúten, escreva aqui nos comentários.
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